Na última sexta-feira, o dólar atingiu sua máxima histórica no país, chegando ao valor de R$ 6,11. Representando um momento difícil que vem passando a economia do Brasil. A alta da moeda norte-americana reflete uma combinação tanto de fatores externos, como oscilações do mercado global, e fatores internos, como a inflação e plano de corte de gastos anunciado pelo governo. Mas, o que realmente está por trás dessa escalada, e como ela impacta desde as importações até o preço de produtos no mercado local?

Neste artigo, iremos explicar as razões por trás do recorde, como isso impacta na inflação do país, e, principalmente, o que você pode fazer para proteger suas finanças neste cenário desafiador. Além disso, tentar vislumbrar uma perspectiva para o futuro se o preço continuar num aumento crescente.
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1. Por que o dólar está subindo tanto?
A recente alta do dólar, que culminou em um novo recorde histórico, pode ser atribuída a uma combinação de fatores econômicos e geopolíticos. Entre os fatores, podemos destacar como principal as reações do mercado financeiro ao pacote fiscal anunciado pelo governo brasileiro.
Samuel Pessoa, pesquisador da FGV, comenta que foi um reflexo do anúncio, de Haddad, a isenção do imposto de renda para salários de até R$ 5mil. Em coletiva realizada nesta quinta-feira (28), Haddad detalhou as medidas previstas do pacote, que tem o objetivo de fazer o governo economizar R$ 70 bilhões nos dois próximos anos, sendo R$ 30 bilhões no próximo ano e R$ 40 bilhões em 2026.
Outro fator a se destacar, é o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos. O banco central dos EUA, Federal Reserve (Fed), sinalizou para possíveis novas altas nas taxas de juros para combater a inflação persistente. E com isso, resulta em uma maior demanda pela moeda norte-americana e, consequentemente, sua valorização frente a outras moedas, incluindo o real.
2. Impacto na Inflação
Com o preço do dólar em alta, isso reflete também na inflação do país, com destaque nas economias dependentes de importações e viagens internacionais. Além disso, esse aumento é sentido no bolso do consumidor e também amplificado pela cadeia produtiva.
Com isso, o impacto do dólar na inflação ocasiona nas economias do país, torna uma maior atenção do governo, empresas e consumidores sobre os impactos. Dessa forma, podemos destacar os serviços que são impactados:
Aumento no preço dos combustíveis – no Brasil, temos o preço dos combustíveis vinculados ao mercado internacional e cotados em dólar. Assim, quando a moeda americana se valoriza, o custo de importação do petróleo e derivados sobe, impactando diretamente os preços nas bombas.
Produtos importados ficam mais caros – os produtos que são importados ou fabricados com insumos internacionais ficam mais caros para se comprar com o dólar em alta.
Pressão sobre turismo – com o dólar em alta, as viagens internacionais ficam mais caras. Com isso, o setor de turismo doméstico pode reajustar tarifas, aproveitando o aumento da demanda por viagens dentro do país. Assim, tanto as viagens internacionais como nacionais vão apresentar seu preço mais caro.
3. Medidas a se adotar
Nesse momento de alta, é importante adotar medidas para proteger seu orçamento e minimizar os impactos no custo de vida e nos investimentos. Exigindo uma postura mais conservadora e estratégica nas finanças. Entre algumas estratégias úteis estão:
– Substituir os itens de consumo que dependem de importação;
– Tentar renegociar as dívidas que estão atreladas ao dólar;
– Adiar viagens internacionais;
– Iniciar investimentos em ativos dolarizados.
4. Expectativas para o Futuro
Para os próximos anos, acredita-se que o dólar vai continuar numa crescente do seu preço. Muito pelas questões econômicas que o país vem passando. Se o governo brasileiro não demonstrar comprometimento com o equilíbrio fiscal, como controle de gastos públicos e reformas estruturais, a confiança dos investidores pode diminuir, crescendo a pressão sobre o dólar.
Porém, uma taxa Selic alta pode atrair capital estrangeiro, fortalecendo o real. No entanto, cortes excessivos ou prematuros nos juros podem levar à desvalorização do real e consequente alta do dólar.
Logo, investimentos estrangeiros diretos na bolsa podem ajudar a estabilizar o real, enquanto incertezas políticas ou econômicas podem causar fuga de capitais, pressionando o dólar.